Veja a importância de se realizar o tratamento acústico em uma construção

A Norma Regulamentadora do Isolamento Acústico em Edifícios – Norma de Desempenho NBR 15.575 -, que entrou em vigor em 2013, prevê que todo prédio construído atenda a alguns requisitos estruturais para garantir o conforto dos seus moradores.

De acordo com esse regulamento, o nível máximo de ruído permitido dentro do apartamento de um edifício é de 45 decibéis. O objetivo é evitar que a poluição sonora presente nos grandes centros chegue ao interior da construção, garantindo mais conforto sonoro para áreas mais movimentadas ou com muito ruído.

Você sabia que o tratamento acústico é um parâmetro importante no projeto de construção civil? Neste post, vamos mostrar qual é a importância desse tipo de tratamento. Continue lendo e confira! ok

A poluição sonora faz mal?

Além de ser uma das principais causas de multas e reclamações em condomínios verticais, a poluição sonora é classificada como a terceira maior questão de saúde pública 

do mundo, atrás apenas da poluição do ar e da água.

O elevado nível de ruído prejudica o aprendizado nas escolas, dificulta a comunicação e o raciocínio no ambiente de trabalho e interfere diretamente na qualidade do sono em residências, hotéis e hospitais. A poluição sonora ainda é um dos principais fatores agravantes do estresse, que afeta centenas de pessoas no mundo inteiro.

Em ambientes residenciais o problema do ruído acaba sendo ainda mais crítico, pois afeta o período de descanso de quem ouve. Como a percepção do ruído difere de uma pessoa para outra, situação ou local, é difícil determinar um nível exato para incomodidade. Porém, segundo a OMS o nível sonoro máximo para evitar incômodo às pessoas durante a noite seria de 50 dB. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que a poluição sonora começa a afetar  significativamente a qualidade do sono quando atinge 35 decibéis, que é uma intensidade de som ainda permitida pela NBR 10153

Algumas fontes de ruído em regiões domiciliares estão fora do nosso controle, como é o caso dos ruídos de trânsito e de construção civil. Portanto, a fachada dos edifícios residenciais deve ser projetada para
proteger os moradores do ruído externo. 

Já a passagem de som entre pavimentos de conjuntos habitacionais pode ser evitada com o cumprimento das normas de conforto acústico por parte da construtora. As reclamações frequentes relativas ao som de passos, bater de bola e vozes de quem conversa no cômodo ao lado devem cessar caso o isolamento seja feito de maneira adequada.

Por onde começar o tratamento acústico?

Antes de tudo, é preciso verificar se o edifício está de acordo com as especificações da NBR 15.575 – Norma de Desempenho para Edificações Habitacionais, que entrou em vigor em fevereiro de 2013.

Os edifícios residenciais mais novos, provavelmente, já atendem às especificações de isolamento acústico previstas na norma,

mas, os que antecedem 2013, devem ser analisados por profissionais qualificados em
acústica predial.

Cada tipo de construção deve respeitar um padrão específico de isolamento acústico de acordo com as necessidades de uso do edifício. Também são levadas em consideração as condições do local onde será feita a construção, para que se tenha uma referência do tipo de poluição sonora que pode afetar o lugar.

As normas regulamentadoras do conforto acústico determinam níveis limite de poluição sonora entre 30 e 45 decibéis para salas de reunião, enfermarias, teatros e auditórios. Já em áreas de serviço, pavilhões fechados, arenas de jogos e outros ambientes cujo propósito envolve um maior nível de ruído, os
limites de poluição sonora variam entre 45 e 60 decibéis. 

Caso seja necessário o tratamento acústico, o profissional de acústica identificará as fontes de ruído e a sua intensidade, além de verificar quais são as fragilidades da construção que permitem que o ruído se propague. Só com essas informações será possível traçar uma boa estratégia para reduzir o impacto sonoro em cada situação.

Isolamento ou absorção de som?

Existe uma diferença substancial entre isolar e absorver o som na construção civil.

Quando se deseja absorver o som, são usados materiais porosos ou fibrosos, que recebem as ondas de som e dissipam essa energia em calor. Para esse tipo de tratamento são usados materiais com diferentes características, como espumas de diversos tipos, lãs minerais, painéis de madeira perfurados, tecidos e carpetes.

Já o isolamento acústico vem da densidade do material usado na construção, pois é a característica que o material tem de oferecer obstáculos para a passagem de som. O que significa que quanto maior a  densidade/peso de uma parede, maior o seu isolamento.

Superfícies mais lisas ajudam a reverberar o som, o que pode ser útil combinado com a capacidade de absorção dos materiais porosos. Os formatos irregulares, por sua vez, como pedras ou lascas, são usados para difundir o som em direções aleatórias.

Mas, afinal, o que diz a NBR 15.575?

Como dissemos, a NBR 15575 determinou que todos os edifícios construídos a partir de fevereiro de 2013 terão que garantir padrões mínimos de conforto acústico.

As lajes de concreto, por exemplo, não poderão ser feitas com menos de 10 cm, para garantir desempenho estrutural e de isolamento acústico. As lajes devem garantir atenuação mínima exigida para isolamento de ruído aéreo, assim como ruído de impacto, minimizando interferências entre os moradores
de andares distintos.

As fachadas também devem apresentar isolamento acústico para garantir nível de sonoro adequado em quartos e salas. O isolamento da fachada dependerá da atenuação ponderada da janela e da parede de fachada.

Também está previsto na NBR 15575 o isolamento acústico mínimo de paredes que dividem as unidades habitacionais, ou que dividem circulações e unidade habitacional, para garantir maior privacidade entre moradores e áreas comuns do condomínio.

Assim, com essas regras novas, será possível manter a privacidade sonora, tão necessária para o uso convencional de espaços de lazer e conjuntos habitacionais.

Por outro lado, agora que o nível de desempenho que os sistemas construtivos devem alcançar está devidamente normalizado, acredita-se que os ruídos transmitidos em conjuntos habitacionais e locais de trabalho serão atenuados.

Cabe ao fabricante divulgar o desempenho dos seus produtos para arquitetos e projetistas – a construtora poderá apresentar o desempenho acústico normalizado como um diferencial de mercado a seus clientes.

Enfim, agora que você sabe mais sobre a importância do tratamento acústico, já pode consultar um profissional qualificado para saber como melhorar o conforto da sua residência, escritório ou local de trabalho.

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