3 soluções que conferem conforto acústico a centros culturais e de lazer

Nuvens acústicas Sonex illtec no Espaço Criança do Sesc Avenida Paulista | Foto: Pedro Vannucchi
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Nuvens acústicas Sonex illtec no Espaço Criança do Sesc Avenida Paulista
Foto: Pedro Vannucchi

Com bom desempenho acústico e fácil manutenção, forros minerais, forros de madeira e placas acústicas podem atender diferentes graus de exigência. Veja por que eles são indicados para projetos de Sesc.

Texto: Juliana Nakamura

Centros culturais e de lazer são, por natureza, locais dinâmicos e com um programa extenso composto por múltiplas atividades oferecidas a um público diverso. Nesse tipo de projeto é comum que os ambientes sejam concebidos para acomodar diferentes manifestações culturais. Estamos falando de salas de exposições, teatros e áreas para realização de aulas e oficinas, passando por bibliotecas e locais para a prática de esportes. Em complexos como os dos Sescs (Serviço Social do Comércio), por exemplo, é possível encontrar, em um mesmo edifício, até quarenta atividades distintas voltadas para as áreas de cultura, esporte, recreação e saúde.

Garantir o adequado tratamento acústico a cada um desses ambientes é um desafio e tanto, que demanda a combinação de boas soluções de projeto com materiais apropriados para cada situação.

Aspectos técnicos e estéticos

“Materiais fonoabsorventes utilizados no teto devem ser especificados de acordo com o tipo e função do ambiente, levando em consideração as propriedades técnicas e estéticas de cada material”, explica o arquiteto João Paulo Payar, associado sênior do escritório Königsberger Vannucchi, responsável por uma série de projetos de espaços culturais, como o Sesc Avenida Paulista, em São Paulo.

Segundo Payar, para garantir conforto acústico neste tipo de complexo, no momento da especificação, devem ser consideradas propriedades que vão além do desempenho acústico. Entre elas, ele cita resistência ao fogo, resistência à umidade, durabilidade, sustentabilidade, facilidade de instalação e manutenção, versatilidade e design.

“As características ou requisitos técnicos dos sistemas de revestimentos devem ser definidos em conjunto para atender aos propósitos de uso do local. Um ginásio e um teatro são espaços públicos com foco em cultura e lazer mas, que apresentam necessidades acústicas e requisitos técnicos muito diferentes”, pondera o arquiteto José Augusto Nepomuceno, coordenador do GT de Acústica de Salas Especiais da ProAcústica, consultor principal na Acústica & Sônica e principal associate na Akustiks, nos Estados Unidos.

Segundo ele, um ponto de partida para o planejamento dos materiais acústicos em espaços culturais e de lazer passa pelo controle de reverberação e, portanto, pelo uso de materiais capazes de melhorar o conforto dos usuários e contribuir para a melhoria da inteligibilidade da palavra falada e, em muitos casos, para a clareza da música amplificada.

A seguir você pode conhecer um pouco mais sobre as particularidades de três soluções fonoabsorventes muito usuais em revestimentos de complexos de lazer e cultura. Confira!

Forros minerais com aspecto monolítico – Esse sistema combina a superfície visualmente clean, sem perfis aparente, com a capacidade de atenuar ruídos. Um critério importante na hora de avaliar esse material é a resistência mecânica, que varia em função da densidade e da compactação do produto. Método de instalação (geralmente com perfis metálicos e tirantes), facilidade de manutenção, e desempenho perante ao fogo são outros fatores a serem levados em conta na escolha desse tipo de forro.

Forros e revestimentos de madeira Produzidos com chapas de MDF, conferem nobreza aos ambientes mais sofisticados e tornam os espaços informais mais acolhedores. Nepomuceno revela que sistemas acústicos fabricados com madeira têm uma resposta muito positiva por parte dos usuários. “A madeira é associada à qualidade acústica, muito possivelmente por uma relação com instrumentos musicais como violinos e violas”, explica o consultor. Segundo ele, em áreas dedicadas à música, estúdios de gravação e teatros, os acabamentos em madeira são quase que imbatíveis em termos de aceitação.

Placas acústicas Com alta capacidade de absorver ruídos, podem apresentar diferentes graus de desempenho em função de sua espessura. “As placas Sonex illtec têm como características importantes não reduzir o pé-direito, ter simples instalação e apresentar comportamento resistente ao fogo comprovado”, diz Nepomuceno.

As placas Sonex illtec foram muito aproveitadas no Sesc 24 de Maio justamente por permitirem dispensar o forro suspenso e serem coladas em lajes. “Por ser um grande retrofit, a construção desta unidade impôs duas limitações importantes para a instalação de forros horizontais convencionais: o baixo pé-direito em algumas áreas e a orientação da estrutura cheia de recortes e nervuras. Daí nasceu a ideia de aplicar um forro colado na face inferior da laje formando um revestimento com aspecto quase que monolítico”, conclui o consultor.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

José Augusto Nepomuceno – Arquiteto e urbanista, é coordenador do grupo de trabalho de Acústica de Salas da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica), consultor principal na Acústica & Sônica e principal associate na Akustiks, nos Estados Unidos.

João Paulo Payar – Arquiteto e urbanista associado sênior no escritório Königsberger Vanucchi.

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